Como fazer um bom gerenciamento de equipes?

Como fazer um bom gerenciamento de equipes?

Gerenciar equipes com profissionais dos mais variados perfis é um desafio constante para líderes e esse é o tema do MoskitCast dessa semana.

Confira!

Mateus: Olá pessoal, estamos de volta com mais um MoskitCast essa semana. Nessa semana estamos aqui hoje com o Lucas, CEO do Moskit e a Isadora do marketing do Moskit, que acho que todo mundo já conhece e hoje o papo vai ser sobre gerenciamento de equipe, nada melhor do que conversar com a Isadora e com o Lucas aqui pra gente poder discutir esse assunto. Beleza, Lucas?

Lucas: Beleza Mateus? Como é que tão as coisas aí?

Mateus: Show de bola! Beleza Isa?

Isadora: Tudo certo?

Mateus: Tudo bom. Então vamos lá gente, o primeiro tópico que a gente vai conversar um pouquinho é sobre o que que é uma boa gestão. A gente tá falando aqui de gerenciamento de equipes, de pessoas, o que a gente acha que seria uma boa gestão de equipes e de pessoas?

Lucas: O que a gente trata, como você identifica que você tem uma boa gestão da sua equipe? Basicamente quando você consegue ter todas as pessoas da sua equipe trabalhando contigo olhando pro mesmo ponto, trabalhando com o mesmo objetivo. A gente sabe que cada pessoa tem os seus objetivos, só que é muito importante que os objetivos individuais de cada um estejam sempre alinhados aí com os objetivos da empresa.

Então isso é o primeiro ponto pra gente saber que você tá conseguindo ter uma boa gestão da sua equipe, quando você consegue ter todo mundo olhando pro mesmo lugar.

Mateus: E eu acho que uma coisa importante também é uma boa gestão de equipes ela ajuda a empresa a atingir os resultados que foram propostos dentro de um clima legal, de um clima interessante pra empresa. Chega-se em um resultado só que de uma forma harmônica, às vezes você chega em um resultado só que de uma forma meio atropelada e isso talvez não seja o melhor né.

Lucas: Essa forma harmônica é bacana também, a empresa chega em um resultado e todo mundo consegue ter certeza que foi responsável por esse resultado, todo mundo ajudou a empresa a chegar lá.

Mateus: E independente da equipe, independente da empresa, a gente sempre tem alguns desafios quando a gente tá colocando acho que mais de uma pessoa né. Quando a gente tem mais de uma pessoa junto a gente já tem equipe e a gente já tem desafios de gerir pessoas. E aí vêm as dificuldades da gente gerir perfis diferentes, né. Por mais que a gente tenha por exemplo aqui a gente é uma empresa de tecnologia e a gente tem uma sinergia entre as pessoas, mas as pessoas são diferentes. E poxa, quais são as dicas para a gente gerenciar diferentes tipos de pessoas, perfis de pessoas?

Isadora: Eu acho interessante Mateus até comentar que o Lucas que tá aqui hoje com a gente ele é nosso CEO, mas ele vem da área técnica. E isso já é um ponto interessante, porque quando a gente fala, geralmente a gente fala muito em equipes de vendas, mas existem os outros modelos de equipe que fazem parte de uma empresa e são tão importantes quanto pra atingir os resultados, né? E isso é a questão dos diferentes perfis. Você tem que saber que você tem um perfil, mas você vai gerenciar outros. Então você tem que tá, como o Lucas disse, alinhado com isso.

Você não pode esperar que todo mundo seja igual você, que trabalhe da mesma forma que você.

Mateus: Sim, e até pra você que é da parte de comunicação e que tem que adaptar a linguagem e entender bem isso aí, com que público eu tô conversando, acho que um líder tem esse mesmo desafio de fazer a leitura de quem é meu público, de quem é minha equipe e adaptar o discurso, a conversa, pra chegar em um ponto legal.

Lucas: Eu sempre falo isso. Que no caso igual você falou, Isa, que eu gerencio esse pessoal da parte técnica também, então é um pessoal que tem um perfil mais reservado, não é um perfil tão expansivo quanto alguém da área comercial e mesmo assim a gente tem que lidar com o pessoal do comercial, da área técnica e entender exatamente como cada pessoa lida com o dia a dia da pessoa é fundamental. Às vezes você quer passar a mesma mensagem pro pessoal da equipe só que você vai ter que passar ela de uma maneira X pro pessoal da área técnica, de uma maneira Y pro pessoal da área comercial e de uma outra maneira pro pessoal mais administrativo da empresa.
Cada pessoa tem uma maneira de absorver a informação que você tá passando e vamos dizer assim, a gente não pode jogar nas costas dessa pessoa a responsabilidade dela entender, é muito mais responsabilidade nossa em saber como comunicar cada coisa pra cada perfil, pra que você consiga que todo mundo entenda a mesma coisa. Porque se o pessoal não entender a mesma coisa, o que vai acontecer?
Vai acontecer que cada um vai pra um canto e aí você não tem uma equipe mais, né?

Isadora: E além disso, entra também na questão de liderança né, que hoje se tem falado muito das diferenças entre ser líder e ser chefe e a gestão a gente tem que pensar em como que isso pesa, porque às vezes o perfil de chefe como a gente conhece não tá preocupado com isso que o Lucas falou, ele passa o recado e cada um que se vire pra entender aquilo. E o líder não, ele sabe que a responsabilidade é dele de fazer os liderados entenderem onde vocês querem chegar.

Mateus: É, você ser empático, né? Se colocar no lugar da outra pessoa pra entender, então se tá ali pra ajudar as pessoas a performarem bem, então a gente poder se colocar no lugar, entender qual que é o problema, tentar enxergar através dos olhos dela aquele problema que ela tá tendo e que às vezes pra gente é trivial, mas pra aquela pessoa ela tem uma realidade diferente. Até as referências que a gente precisa utilizar no dia a dia a gente deve respeitar isso também, essa abordagem.

Bom, legal. E aí tem um ponto que a gente sempre fala que é a parte do pessoal versus profissional. Como que a gente lida com isso no dia a dia, né. A gente passa aqui muitas horas do nosso dia juntos.
A gente fala que o pessoal tem que ficar fora da empresa.

Isadora: Difícil, né?

Mateus: É difícil, a gente sabe que somos todos pessoas aqui e muitas vezes é inevitável que a gente traga alguma coisa de casa, que a gente esteja passando por um momento mais importante, mais delicado e aí como a gente consegue lidar com isso no nosso dia a dia, né.

Lucas: Eu trago uma palavra muito forte pra mim na vida que é a questão da tolerância, né. A gente tem que entender que às vezes aquele nosso colega de trabalho também não está no melhor momento, não tá na melhor situação, tá enfrentando alguma coisa pode ser fora daqui e a gente tem que entender muito bem isso, ver até como a gente consegue ajudar o nosso colega e não deixar que isso atrapalhe o rendimento dele no trabalho. Então esse suporte entre um e o outro faz com que com certeza a equipe trabalhe muito melhor.

Isadora: E eu vejo que às vezes tudo que a pessoa precise é que alguém pergunte se tá tudo bem, se tem alguma coisa que você possa fazer pra ajudar. Ela só precisa daquilo pra ela expor que ela tá passando por uma situação, pra que a empresa esteja ciente que ela tá passando por uma situação e que aquele pode não ser o melhor momento dela. Mas isso não quer dizer que ela vá abandonar as funções dela, mas precisa ter a empatia, né?

Lucas: Com certeza.

Isadora: E outra questão é até a questão dentro da própria empresa, quando fica muito amigo, que precisa saber separar. Aqui mesmo na empresa a gente tem um clima muito diferente do que a gente costuma ver, a gente tem a sorte de ter uma equipe em que todo mundo se dá muito bem e tem horas que a gente precisa saber falar “peraí, agora é a hora do profissional”.

Mateus: É, uma vez eu vi até a Ursúla que era presidente da Xerox, não sei se ainda é, mas eu lembro dela fazendo um comparativo de que a equipe deveria ser como uma família mas não no sentido em que as pessoas costumam falar, mas no sentido de que família todo mundo quer o bem comum, mas nem por isso você evita uma briga, você evita uma discussão. Muito pelo contrário, todo mundo aqui tem os pais, os irmãos e tudo e acontecem brigas porque na verdade tá todo mundo preocupado com a outra pessoa.

Lucas: A grande questão do que a Isa falou da questão da liderança é quando isso acontece dentro da sua equipe com duas outras pessoas e elas não estão sabendo mediar isso, não estão sabendo resolver e cabe à gente líder né Mateus, resolver um problema que vamos dizer assim, não é um problema nosso, mas ele impacta diretamente no resultado da nossa equipe. Então é trabalhar isso, é conversar com uma pessoa.
Aqui no escritório a gente tem a Josi também que é uma psicóloga que trabalha com a gente, ajuda também. É importantíssimo. Depois que ela entrou aqui na equipe pra fazer esse trabalho de coach melhorou muito e ajuda na relação entre as pessoas.

É muito importante mesmo entender que às vezes você pode não ter um problema, mas cabe à você tentar mediar e resolver um problema entre as pessoas, porque novamente, isso pode atrapalhar a empresa a chegar no objetivo dela.

Isadora: E aí pode virar um problema seu.

Lucas: Vai virar um problema seu, claro. Se duas pessoas da minha equipe não estão se dando bem e isso tá atrapalhando o rendimento da minha equipe, isso obviamente vai impactar na empresa.

Mateus: E uma coisa que a gente às vezes vê é a pessoa tentando “poxa, ela tá com um problema, é um problema dela e isso aí uma hora vai passar”, só que aquilo vai acumulando e a gente em uma posição de liderança tem uma obrigação de tentar entender isso o quanto antes porque essas coisas vão acumulando e vão crescendo. Às vezes o que era um probleminha, uma rusga ali entre duas pessoas acaba virando um problema maior e antes você tinha um negocinho pra gerenciar e agora você já tem todo um problemão pra resolver. Às vezes é melhor você já resolver é melhor do que deixar isso ir acumulando e uma hora vai se resolver.

Lucas: A gente coloca como um atributo bacana de um bom líder ter esse radar que você falou Mateus, pra poder identificar essas situações e obviamente tentar mediar e resolver antes que isso vire um problema.
Óbvio que a gente tem que sempre que pensar durante a contratação e tudo, a gente tem que sempre olhar pra pessoa e identificar como essa pessoa que tá entrando se comportaria hoje no cenário que eu tenho. Quanto maior vai ficando a empresa, cada próxima contratação é mais difícil porque você tem 5 pessoas, quando vai entrar uma sexta, você tem 30 pessoas e vai entrar a trigésima primeira, você tem que pensar nessa pessoa e em todo mundo com quem ela vai se relacionar. A gente até brinca aqui Isa que a gente tem a maior diversidade religiosa que eu já vi.

A gente tem católico, evangélico, árabe muçulmano, árabe católico, tem ateu, é um ambiente bem legal e isso se fosse em um ambiente com pessoas que não soubessem lidar com esses conflitos e divergências a gente teria conflitos diários aqui.

Isadora: E também tem a questão da gente entender como gestão, gestores que nem todo mundo vai receber da mesma forma o que você tem pra falar. Eu acho que esse é um ponto muito importante de gestão de equipes porque às vezes você vai dar uma “bronca”, você vai fazer uma advertência que é simples mas uma pessoa pode receber numa boa e outra pode passar dois dias chorando de cara fechada.

Isso é interessante falar Mateus, até pelo ponto que a gente já conversou outras vezes, de como é difícil gerenciar por exemplo a mulher na TPM. Que qualquer coisa que você vai chamar a atenção dela pode virar um drama, não é? E eu falo isso como mulher!

Lucas: Não só isso, mas qualquer coisa que você faz toma um outro potencial.

Mateus: E até escrito, né. Hoje em dia a gente se comunica muito escrevendo. Às vezes eu tô falando com vocês de uma forma, mas na hora que eu vou escrever pode ser interpretado completamente diferente.

Lucas: Habilidades de comunicação.

Isadora: Pois é! É importante, gente.

Mateus: E o que vocês acham da parte de premiações pra gerenciar equipes e fazer um reforço positivo de alguma coisa pra ajudar a chegar em algum resultado excepcional?

Isadora: Isso a gente vê mais em equipes de vendas, né. Mas eu acho muito importante.

Lucas: Acho muito bacana mesmo, o reforço positivo é muito importante. Acontece mais na equipe de vendas mesmo porque querendo ou não, em forma de comissão, a equipe de vendas acaba estando mais ligada à geração de receita pra empresa, mas as outras equipes também se você não trabalha com premiação financeira você tem que trabalhar com algum tipo de incentivo, seja o que for, mas a pessoa tem que ter um incentivo. Ela sabe que aquele é o trabalho dela, mas ela não pode simplesmente encarar “ah, eu vou lá pra trabalhar e ganhar meu dinheiro no final do mês e ponto final”.
Não, a gente tem que ter sempre alguma coisa a mais.

Mateus: Legal, e às vezes são coisas que são simples,n é. Igual a gente costuma fazer aqui, um happy hour.

Isadora: A Coca-cola disponível na geladeira.

Mateus: Beleza, a gente tá conversando sobre gerenciamento de equipes. E quais será que são as diferenças da gente gerenciar uma equipe de vendas e uma equipe técnica ou uma equipe de marketing?

Lucas: A primeira coisa é o perfil, né. A gente sabe, existem as pessoas um pouco diferentes, um vendedor mais introspectivo, aquele desenvolvedor mais expansivo, mas em geral a gente sabe que na maioria das situações cada equipe vai ter um perfil. O pessoal de marketing é muito mais extrovertido, sabe transmitir muito melhor o que quer dizer, o pessoal de vendas é um pessoal bem expansivo. Então primeira coisa: entender o perfil de quem você tá lindando e entender como lidar como isso.

Isadora: Sim, e eu falo pela equipe de marketing que geralmente é composta por profissionais diferentes, mas que se unem pra uma área em comum.

Meu caso por exemplo, eu sou jornalista, aí a gente costuma ter designer, o pessoal de publicidade. Mas é difícil gerenciar esses perfis, justamente pela questão da criatividade. Às vezes acaba batendo, entendeu.

Mateus: É, são diferentes né. Equipes comerciais, equipes de vendas, acabam sendo uma pegada bem de resultados, meta. Todo mês você começa com zero na carteira, zero na meta e você via fazer. Acho que isso é uma coisa que difere já de cara.

Legal? Bom pessoal, vamos fechar aí… cada um fala aí algum líder, alguém que inspira vocês na gestão.

Lucas: Eu gosto muito do estilo de liderança que o Steve Jobs colocou na Apple. De onde saiu e o que virou e vamos imaginar, qual era a quantidade de perfis diferenciados que ele tinha que lidar pra conseguir fazer o que ele fez. Eu lembro que eu li uma frase dele uma vez que ele dizia que o modelo de negócios dele pra lidar com as pessoas é como se fosse os Beatles, né. Um equilibrava o outro. E ele dizia que isso era muito importante porque o total era mais importante que a soma das partes.

Isadora: Eu vou puxar sardinha pro lado do marketing, pros líderes no marketing e eu vou citar duas pessoas aqui do Brasil que é o André Siqueira e o Eric Santos da Resultados Digitais, que também foi uma empresa que começou e cresceu rápido e isso mostra o potencial de gerenciamento de equipe.

O que eu admiro em um líder e o que me inspira na questão da liderança, é líder que sabe onde quer chegar e sabe mostrar para sua equipe isso.

Mateus: Legal! E eu vou puxar pros brasileiros e eu vou falar o Lemann que pra mim é um dos maiores líderes que o Brasil já teve, que com certeza vai ser estudado por muito tempo. Um dos maiores orgulhos pra quem é brasileiro e curte negócios, o que os caras fizeram com a Ambev e estão fazendo hoje, os caras são monstros realmente da administração e o Lemann por todo trabalho que ele fez e faz até hoje, pra mim é um dos maiores líderes empresariais que o Brasil já teve.

Lucas: Bacana! Esse é o cara da audácia, né?

Mateus: Beleza, gente? Sigam a gente aí no Soundcloud, no iTunes e até semana que vem!