Autoconhecimento não é papo, é ação que todo gestor deveria valorizar

Autoconhecimento não é papo, é ação que todo gestor deveria valorizar

Apesar de uma explosão de “profissionais”  - com pouco preparo e experiência  - que se autointitulam capazes de cuidar das saúde mental e trazer ferramentas milagrosas de autocontrole às pessoas, tenho a impressão de que existe uma nova geração de líderes começando a entender - ou pelo menos dialogando mais sobre - como fazer gestão de qualidade e estar a frente de um time exige realmente um saber perceber-se a si de maneira muito mais apurada.

É mais do que evidente que precisamos lidar com inteligência emocional a fim de obter alinhamento entre senso de objetivo na vida, definição de sucesso claro, quem são as pessoas fundamentais que devemos nos aproximar para ser capaz de relacionar-se com saúde mútua, quais são os  principais talentos, habilidades e diferenciais que você possui e como pode transferir a sua equipe, como lidar com os desenvolvimento de talentos que ainda não conseguiu perseguir pessoalmente.

Junto dessa maturidade, conseguir ser sensíveis para fazer uma gestão que seja capaz de identificar pontos de estresse e relaxamentos, teremos um termômetro para o que  nos deixa tristes ou felizes, conheceremos os principais gatilhos para o que nos preocupa e o que nos deixa motivados.

Conhecer-se não faz bem só para a gente mesmo, mas para as pessoas que estão à nossa volta. Ninguém deveria ser uma bomba-relógio para o outro.

Como lidar com as limitações

A primeira coisa é entender que ser chefe não quer dizer ser imune a todas as suas limitações. Sejam elas  físicas, mentais ou de próprio trabalho. Embora pareça óbvio esta afirmação, é bastante comum líder com pessoas sobrecarregadas em cargos de liderança.

Aprenda que ser o salvador da pátria custa muito. E se acaso já sente que está realmente num nível de esgotamento, não esqueça de que bons líderes também precisam de mentorias para aprender com pessoas de confiança e lidar com determinadas situações.

Procure um mentor e consulte-o sempre para saber como agir em situações diversas. Não tenha medo de confessar suas limitações e pedir ajuda a quem pode ajudar.

Reconheça suas  fraquezas com honestidade

É justamente esse autoengano que acaba por fazer com que líderes tenham a tendência de não ser honesto quanto a suas fraquezas. Saber aquilo que pode derrubar um prédio pode evitar um desastre enorme.

Trabalhar de maneira a pisar no chão seguro da nossa mente pode não só nos livrar de danos, mas como também nos deixar mais claro aquilo que temos que colocar na marcha mais lenta.

Isso não quer dizer ser duro demasiadamente consigo e nem ficar no vício de culpar-se por aquilo que sai do controle, mas ter em mente uma lista sincera daquilo que tem poder para lhe derrubar.

Quando terminar este texto, por favor, pegue um sulfite e trabalhe nessa lista com sinceridade.

Saiba lidar com aquilo que te motiva

Não adianta simplesmente dizer que o que te motiva é “Bons resultados”. Tem que ser capaz de conhecer e rastrear mentalmente aquilo que sempre nos empurra para frente. Não estou falando de injeção de motivação sem sentido, estamos falando de pequenas ferramentas que nos fazem revisitar momentos e saber que estamos na metade de um caminho para um objetivo.

Há em cada um de nós alguns pontos que são fatores motivadores que nos recordam o tempo inteiro da razão pela qual fazemos o que fazemos, quando se perde essa dimensão no meio do caminha ficam perdidos sem saber para que direção ir.

O que significam essas pequenas coisas dentro de um contexto mais amplo. Por exemplo, o que pode te motivar a levantar e ir trabalhar não precisa ser recompensas imediatas, pode ser um objetivo de longo prazo. Precisamos aprender a pensar o que as coisas significam para a gente num contexto cotidiano. Isso ressignificar as nossas motivações.

Como andam as nossas expectativas

Nossas expectativas podem ser projeções que nos empurram adiante, mas também podem ser um placebo mental que nos faz criar universos de realidade que não correspondem a realidade. Saber em que lugares, pessoas e pensamentos estão nossas expectativas pode nos ajudar a identificar os valores.

Desenvolver as habilidades básicas de liderança, passa justamente pela capacidade de frustrar-se com as possibilidades que enxergamos e principalmente com gerenciar as decepções de outras pessoas.

Trabalhar expectativas não quer dizer não ter a  confiança naquilo que podemos enxergar e alcançar, mas ter a humildade e a capacidade de corresponder sentimentos  que não atingimos.

Olhar para nossa vida sem expectativas não nos ajuda no equilíbrio mental, mas superestimar realidade é um fator responsável por atrapalhar líderes. Usar as expectativas para projetar período e experimentar sentimentos que gostaria de usufruir pode ser uma ferramenta boa para lidar com elas.

No entanto, temos que estar preparado para encarar as contingências de uma realidade não alcançada.

Se está esperando uma promoção de cargo, trabalhe como se ainda não tivesse alcançado, mas se comporte como se já tivesse em suas mãos. Esse mix pode nos ajudar a contrabalançar expectativas e realidades para a gente e para nossa equipe.

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