Mais que treinar, desenvolva sua equipe

Mais que treinar, desenvolva sua equipe

É meio da semana. Você abre o e-mail e descobre que terá que participar de um treinamento marcado pelo seu superior, logo vem na sua cabeça as tarefas atrasadas, e você imagina que, por causa disso, perderá um dos períodos do seu dia à toa.

A sala de treinamentos não deveria ser um lugar em que as pessoas acreditam que vão passar um tempo inútil. Todo treinamento não deveria nos causar a ideia de quem o dia será chato e longo.

Para que um treinamento tenha a eficiência proposta, ele precisa levar pessoas para um conhecimento e amadurecimento sim, mas também para um plano de ação claro e objetivo.

A intenção de todo treinamento tem que ser não apenas educar pessoas com conteúdo, mas justamente transformar e inspirar pessoas ao amadurecimento as capacitando para serem autônomas em suas ações no dia-dia.

Treinamentos precisam ser mais eficientes

Dentro do mundo corporativo, é muito tranquilo encher uma sala de colaboradores, abrir um slide abarrotado de conteúdo e começar a falar sobre algum assunto pré-definido.

O que é realmente difícil é justamente engajar pessoas com conteúdo que realmente modifique a cultura delas, a maneira com que elas trabalham, a percepção diante de uma realidade da empresa, fazerem sentir-se que realmente estão capacitadas para enfrentar um desafio.

Precisamos abandonar os modelos de treinamento em que pessoas fingem que se interessam e os gestores fingem que todo mundo entendeu o recado. Treinamentos são eficientes quando partem de uma demanda que seja mais que uma obrigação, mas uma necessidade de desenvolver a maturação de equipes.

Misture treinamentos técnicos e comportamentais

Uma boa dica para melhorar a maneira de se comunicar com as pessoas e dar realmente ferramentas para que possam não só desenvolver-se pessoalmente, mas ampliar seus conhecimentos técnicos é sempre fazer um mix entre as demandas comportamentais dos times com as questões técnicas.

Um bom exemplo: Ninguém aguenta ficar uma hora dentro de uma sala ouvindo pessoas falando tecnicamente sobre um software, mas sente-se mais confortável e entretido ouvindo uma pessoa relatar sobre como determinada ferramenta impacta a sua realidade no dia-dia. Entende a diferença?

Existem conteúdos que são estritamente técnicos e que não tem para onde fugir? Sim, mas sempre tem como misturar comunicações técnicas com o convívio entre pessoas.

Foque mais em compartilhar experiências em treinamentos do que necessariamente em certificar-se de que completou um roteiro.

Crie espaços adequados para a participação dos colaboradores

Em determinada ocasião, eu fui dar um treinamento para um grupo de pessoas. Uma semana antes do evento, aconteceu um imprevisto e tivemos que mudar de lugar o curso.

Sem muitas opções, resolvi fechar com um local que eu mesmo não conhecia, mas que era próximo do local anterior. Pensando exclusivamente no conforto geográfico dos participantes, fechei com eles.

Chegando lá, notei que o lugar era bem menor que a foto e o ar condicionado não funcionavam muito bem. Para ajudar, as janelas eram lacradas.

No final do curso, quando mando um formulário de críticas e sugestões, recebi um e-mail de um participante dizendo que “o conteúdo realmente foi o mais completo que ele já viu na vida, que minha interação com as pessoas era muito simpática, mas que infelizmente, ele perdeu a atenção devido ao desconforto das cadeiras e o calor que estava na sala.”

Nessa situação, aprendi que o mais importante para quem vai organizar o treinamento é preocupar-se em como as pessoas vão se sentir. Isso não só influencia na maneira como elas percebem e absorvem o conteúdo, mas na experiência que elas têm com aquilo.

Você pode ter o melhor conteúdo do mundo, mas se não aprender a cuidar dos detalhes, ir a treinamentos será um pesadelo eterno à sua equipe.

Grupos pequenos, dinâmicas e práticas e times multifuncionais

Para que possa desenvolver profissionais de uma maneira bem mais eficiente, lembre-se de trabalhar com uma quantidade menor de pessoas. Conhecer a realidade de cada um bem mais perto pode ser mais proveitoso. A troca de experiências dentro de um ambiente mais tímido é diferente

Boa parte dos profissionais já frequentou um grande evento e sabe que nem tudo aquilo faz parte do seu universo, por isso, um compartilhamento de conteúdo mais aproximado pode ter um poder de impacto bem maior na realidade daquelas pessoas.

Diante disso, é claro que quanto menor for o grupo, maior será a intensidade da interação. Os melhores treinamentos que eu participei, foram aqueles que criaram um “ambiente familiar” e uma sensação de pertencimento muito forte. Fazer isso pode gerar mais engajamentos e liberdade, mas isso precisa ser orgânico e nunca simulado.

Toda esta dinâmica pode ser ainda otimizada quando fazemos treinamentos com pessoas de times, competências e realidades diferentes. Não só porque cada uma acaba ganhando uma dimensão diferente da que conhece, mas porque há uma troca real que acaba desenvolvendo percepções e empatias entre pessoas diferentes.

Não de treinamentos, dê condições

Mais do que treinar equipes com conteúdo, os conheça cada vez mais para que possa dar condições mínimas para que eles possam desenvolver-se com todo o aprendizado.

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