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Arquétipos de vendas: 12 perfis de clientes e como vender pra cada um

José Gustavo Ferri

por José Gustavo Ferri

Jung nunca vendeu nada. Mas a teoria dele virou ferramenta obrigatória nos melhores times de vendas do mundo.

Os arquétipos de vendas, padrões universais de comportamento que Carl Gustav Jung,  psiquiatra e psicoterapeuta, identificou na psicologia, explicam por que dois clientes com o mesmo problema reagem de formas completamente diferentes à mesma abordagem. E por que o mesmo vendedor fecha com um perfil e trava com outro.

Neste guia, você vai entender o que são os 12 arquétipos de vendas, como identificar o perfil do seu cliente e como aplicar isso em cada etapa do processo comercial.

Veja a seguir: 

O que são os arquétipos de vendas? 

Arquétipos de vendas são perfis comportamentais baseados nos 12 arquétipos de Carl Jung que ajudam vendedores a entender como cada cliente pensa, toma decisões e responde a diferentes abordagens comerciais.

Carl Jung foi o primeiro a usar o termo "arquétipos" na psicologia. Para ele, arquétipos são padrões universais de comportamento que existem no inconsciente coletivo, um conjunto de referências transmitidas de geração em geração, compartilhadas por toda a humanidade independentemente de cultura ou época.

Jung identificou 12 desses padrões. Cada um reúne um conjunto específico de motivações, medos, desejos e formas de ver o mundo.

Em vendas, esses padrões funcionam como uma chave de leitura do comportamento humano. Quando um vendedor entende o arquétipo do cliente com quem está falando, consegue ajustar a comunicação, criar proximidade real e construir uma relação que vai além de uma única transação.

Onde os arquétipos podem ser aplicados numa empresa? 

Os arquétipos são recursos que humanizam uma organização, e por isso, podem ser aplicados de diversas maneiras, tais como em:

  • segmentação de clientes;
  • abordagens dos vendedores baseadas em arquétipos para atrair clientes;
  • criação de ações de marketing personalizadas;
  • ações de branding;
  • criação de personas;
  • desenvolvimento da liderança;
  • cultura organizacional;
  • desenvolvimento de produtos e serviços;
  • no mapeamento do comportamento do consumidor.

 12 tipos de arquétipos de vendas 

Segundo Jung, esse são os 12 tipos de arquétipos existentes:

12 arquetipos de vendas

Imagem 1 - Os 12 arquétipos para vendas segundo Jung (Reprodução: Moskit CRM)

  1. o inocente
  2. o sábio;
  3. o herói;
  4.  o rebelde;
  5. o explorador;
  6. o mago;
  7. a pessoa comum;
  8. o amante;
  9. o bobo;
  10. o cuidador;
  11. o criador;
  12. o governante.

A seguir veja detalhadamente como age cada arquétipo e suas principais características. 

1. O Inocente

Esse arquétipo vê o mundo com pureza, e como o próprio nome sugere, inocência. Ele é simples e vê felicidade nas pequenas coisas, já que, em sua concepção, a vida pode ser leve.

O inocente almeja a felicidade, e acredita que o mundo pode ser um lugar melhor.

O cliente que tem o arquétipo de vendas do inocente é extremamente autêntico, é guiado pela sinceridade, e tenta sempre uma solução para seu problema. Ele não vê o lado negativo em nada e tem a esperança de que tudo pode melhorar. 

Por exemplo, ao avaliar uma solução, em vez de aprofundar em funcionalidades complexas ou integrações, ele valoriza entender como aquilo vai facilitar o dia a dia dele, buscando segurança de que a solução “vai funcionar” sem gerar novos problemas. 

Principais características:

  1. puro;
  2. autêntico;
  3. transparente ; 
  4. simples;
  5. positivo. 

2. O Sábio

O cliente sábio é aquele que tem uma bagagem de conhecimento e não se deixa impressionar fácil.

Ele é confiável e inteligente e vê no conhecimento uma maneira de se manter atualizado sobre o mundo e chegar a vários lugares. 

Um dos principais objetivo do arquétipo sábio é promover aprendizado, controlar e validar informações. Ele odeia ser enganado e preza pela verdade em primeiro lugar.

O cliente sábio é aquele que procura sempre melhorar, acredita que para aumentar seu desempenho precisa se esforçar, fazer treinamento de vendas, e ampliar seus conhecimentos. Na hora de comprar ele vai levantar diversos questionamentos, e precisa que você dê a resposta mais honesta possível.

Principais características:

  1. preparado;
  2. equilibrado;
  3. coerente;
  4. verdadeiro;
  5. honesto. 

3. O Herói

Esse arquétipo é conhecido por superar desafios. Ele é extremamente focado e corajoso, e a sua disciplina faz com que seja competitivo mesmo durante períodos de dificuldades. 

O arquétipo de vendas do herói não demonstra fragilidade, e tem em si características que transparecem o desejo e a ambição de vencer todo o mal, mesmo que, para isso, seja necessário ousar. 

Em vendas, é o cliente que não se abala com os problemas, na verdade ele os vê como desafios que precisa vencer. Ele está sempre se superando e fazendo o impossível para atingir metas. É extremamente disciplinado e segue sua rotina à risca. 

Principais características:

  1. focado;
  2. corajoso;
  3. disciplinado;
  4. ousado.

4. O Rebelde

O arquétipo de vendas do rebelde não se satisfaz com as normas impostas, ele quer ir além e conquistar o que parece improvável, custe o que custar.

Enquanto todos buscam seguir o caminho mais seguro, o rebelde não consegue se aderir a esses processos e transforma totalmente o seu caminho. Afinal, o lugar-comum não o satisfaz. 

Processos e burocracias impostas são rejeitadas pelo rebelde, que sempre irá buscar novos meios de fazer o seu trabalho, o que pode funcionar, mas também ser um grande fracasso. 

Esse é um arquétipo que merece muita atenção, pois existe uma linha tênue entre o amor e o ódio. Quando bem conduzido, ele se engaja com propostas comerciais que rompem o padrão e oferecem autonomia real de decisão. Mas, ao menor sinal de rigidez, controle excessivo ou tentativa de condução forçada, tende a criar resistência imediata.

É o tipo de cliente que questiona o processo antes mesmo de avaliar a solução e que responde melhor quando sente que está escolhendo por conta própria, e não sendo levado a uma decisão.

Principais características:

  1. inquieto;
  2. gosta de chamar atenção;
  3. quebra regras;
  4. impaciente;
  5. rebelde;
  6. incomum;
  7. um pouco ofensivo. 

5. O Explorador 

arquétipo do explorador é extremamente extrovertido, tem desejo de conhecer o mundo e aspira por liberdade diariamente. 

Esse arquétipo de vendas também não é muito ligado em regras, já que é apaixonado pela ideia de desbravar novos lugares, e é extremamente corajoso e aventureiro.

O explorador está mais ligado à geração Y e ao seu desejo e ambição de estar em constante movimento. 

Este é um dos arquétipos que está sempre em busca novas oportunidades de negócio, ele é extremamente antenado nas tendências de vendas, e vai querer testar tudo, mesmo que não use. 

Principais características:

  1. livre;
  2. mundano; 
  3. extrovertido;
  4. aventureiro;
  5. corajoso;
  6. apaixonado pelo mundo. 

6. O Mago 

O arquétipo do mago não se deixa levar pelo óbvio, ele está sempre atrás de explicar o que não pode ser explicado e usa de suas características para fazer isso.

Ele busca maneiras criativas de resolver suas dificuldades e problemas, fugindo do senso comum e entregando propostas realmente inovadoras e interessantes.

É o tipo de cliente que não se interessa por soluções óbvias ou já consolidadas no mercado. Ele tende a explorar possibilidades menos convencionais e valoriza abordagens que tragam uma nova forma de enxergar o problema. Em uma conversa de vendas, pode questionar caminhos tradicionais e buscar entender como a solução pode gerar um resultado diferente do esperado, muitas vezes indo além do uso padrão do produto.

Principais características:

  1. livre;
  2. corajoso;
  3. intuitivo;
  4. carismático; 
  5. obstinado.

7. A Pessoa Comum

A pessoa comum não busca se destacar na multidão. Na verdade, ela prefere ficar perdida no meio dela, uma vez que chamar a atenção é um de seus maiores medos. 

É extremamente reservada, não expõe pontos de vista ou opiniões que possam  causar conflitos e vive a sua vida de maneira despercebida. 

O arquétipo de vendas da pessoa comum é muito fácil de lidar, e se preocupa em ter abordagens acessíveis que possam gerar mais identificação.

Em vendas, trata-se do cliente comum, não assume riscos ou muda abordagens, busca sempre a passividade e seguir uma rotina estruturada. 

Principais características:

  1. neutra;
  2. comum;
  3. reservada;
  4. normal.

8. O Amante 

O amante preza os relacionamentos, sendo este um dos mais eficientes arquétipos para atrair clientes.

Ele está sempre tentando se aproximar das pessoas e usar das suas qualidades para proporcionar a elas uma experiência única e intensa.

O cliente que apresenta o arquétipo do amante é aquele que busca por exclusividade e atendimento totalmente personalizado

Ele é realmente apaixonado pelos serviços que a empresa oferece, sendo o tipo de cliente que valoriza atenção, proximidade e continuidade na relação. Ele tende a se engajar mais quando percebe cuidado nos detalhes, personalização na abordagem e interesse genuíno no seu contexto, respondendo melhor a interações que vão além de uma venda pontual e constroem vínculo ao longo do tempo.

Principais características:

  1. apaixonado;
  2. íntimo;
  3. atrativo;
  4. intenso.

9. O Bobo

O bom humor é a chave do arquétipo do bobo. 

Ele é extremamente espontâneo e diverte todos ao seu redor. Por onde passa deixa alegria e consegue transformar um ambiente, deixando-o mais leve.

O cliente que tem o arquétipo do bobo é despreocupado e se encanta com interações leves e descontraídas. Ele responde melhor a conversas naturais, sem excesso de formalidade, e que valoriza uma experiência agradável ao longo do processo. Ambientes muito rígidos ou abordagens excessivamente técnicas tendem a gerar distanciamento, enquanto uma comunicação mais acessível e bem-humorada facilita a conexão e o avanço da negociação.

Principais características:

  1. alegre;
  2. leve.
  3. feliz;
  4. espontâneo;
  5. brincalhão;
  6. despreocupado. 

10. O Cuidador

O arquétipo cuidador tem como princípio prover bem-estar e cuidados para os outros.

Suas ações estão sempre repletas de cuidado e marcadas por empatia, que é, possivelmente, a sua maior característica. 

Os clientes que apresentam esse arquétipo são muito altruísta e colocam as necessidades dos outros na frente das suas, tendem a valorizar soluções que não impactam apenas o próprio resultado, mas também o bem-estar da equipe ou da empresa como um todo. Em uma negociação, respondem melhor quando percebem que a proposta considera pessoas, processos e impactos além do individual, e não apenas ganhos imediatos. 

Principais características:

  1. empático;
  2. cuidadoso;
  3. prestativo;
  4. afetuoso.

11. O Criador

Para o arquétipo do criador, tudo pode ser potencializado. O criador está sempre atrás de novos projetos e desafios que sejam únicos e que só ele consiga desenvolver.

Esse arquétipo sempre busca maneiras de transformar o que já existe em algo novo, adaptando soluções à sua própria visão. Na prática, é o tipo de cliente que não se limita ao uso padrão do produto e tende a explorar possibilidades, customizações e novos formatos de aplicação.

Em uma conversa de vendas, responde melhor quando percebe abertura para construir junto, testar ideias e adaptar a solução à sua realidade, em vez de seguir um modelo rígido ou pré-definido.

Principais características:

  1. criativo;
  2. cheio de ideias;
  3. imaginativo.

12. O Governante 

O arquétipo do governante gosta de sempre estar no controle, ou encontrar maneiras para convencer as pessoas a agirem conforme achar melhor.

O governante é extremamente responsável e não gosta de assumir riscos desnecessários, sendo assim pode ser um pouco previsível, mas isso não quer dizer que seja desvalorizado. Sua posição faz com que ele seja respeitado e temido.

Clientes que apresentam esse arquétipo são extremamente persuasivos, sabem levantar objeções com precisão e dificilmente perdem o controle da negociação. Eles tendem a conduzir a conversa de forma estratégica, buscando entender todos os cenários antes de tomar uma decisão.

Esse tipo de cliente responde melhor a abordagens estruturadas, com clareza de processo, responsabilidades e resultados esperados, valorizando segurança, previsibilidade e domínio sobre cada etapa da decisão.

Dentro do seu grupo é visto como uma inspiração a seguir. 

Principais características:

  1. líder;
  2. responsável;
  3. justo;
  4. sério;
  5. persuasivo.

Nova call to action

Como identificar o arquétipo do seu cliente? 

Nenhum cliente chega com uma etiqueta e nenhum vendedor tem tempo de fazer uma análise psicológica antes de cada reunião.

A verdade é que, por mais que seja o desejo da empresa, não existe apenas um tipo de clientes, é bem possível até que seu time atenda os 12 arquétipos, por isso é estar preparado para cada um.

A leitura do arquétipo acontece em três momentos do processo comercial, e em cada um deles os sinais são diferentes.

Antes do primeiro contato

Cargo, setor e comportamento público já permitem uma hipótese de perfil.

Por exemplo, o sábio costuma aparecer em cargos técnicos ou analíticos, ele pode ser um gerente de dados, diretor de operações, CTO. Ele pesquisa antes de entrar em contato. Quando te liga, já sabe o que a concorrência oferece.

O Amante aparece em cargos de relacionamento com o cliente ou liderança próxima a equipes como CS, RH, diretor comercial em empresas relacionais. O perfil no LinkedIn tem recomendações escritas e recebidas. Ele não manda mensagem fria, ele pede indicação.

O governante aparece em posições de controle, o CEO de empresa, CFO, COO. O histórico profissional é linear, ascendente. A comunicação pública é escassa e objetiva.

No primeiro contato

As perguntas que o cliente faz revelam o arquétipo com mais precisão do que qualquer dado de perfil.

O sábio provavelmente vai perguntar sobre metodologia antes de perguntar sobre preço. "Como vocês calculam esse resultado?" "Esse dado é de qual base?" Se você chuta uma resposta, a venda acabou ali.

O Governante pergunta sobre processo e responsabilidade. "Quem cuida da implementação?" "Qual o SLA de suporte?" "O que acontece se não bater a meta prevista?" Ele não está sendo difícil, está mapeando o risco antes de ceder o controle.

Durante a negociação

Onde o cliente trava é o sinal mais preciso de arquétipo.

O Amante trava quando o relacionamento foi pulado. Se o vendedor foi direto demais para o pitch, o Amante sente que é só mais uma venda. Não adianta mandar proposta, adianta retomar a conversa.

O Governante trava quando perde a sensação de controle. Uma reunião que saiu do roteiro, uma proposta com condições que mudaram, um prazo que não foi cumprido. O movimento certo é dar estrutura de volta: resumo por escrito, próximos passos claros, responsáveis definidos.

Faça o teste e descubra o arquétipo de vendas

A maioria dos clientes tem um arquétipo dominante e um ou dois secundários. O trabalho do vendedor não é encaixar o cliente numa caixa, é identificar o padrão que domina a tomada de decisão naquele momento.

Dois clientes com o mesmo cargo, no mesmo setor, com o mesmo problema podem travar por razões completamente diferentes. Um por falta de dado, outro por falta de vínculo, outro por sensação de risco. A abordagem que fecha com um afasta o outro.

Esse é o ponto central dos arquétipos em vendas, não é sobre ser diferente com cada cliente. É sobre parar de usar a mesma chave em fechaduras diferentes

Descubra seu arquétipo como vendedor e o perfil do cliente que você está atendendo agora.

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Como usar o arquétipo no processo de vendas?

Conhecer os arquétipos é uma coisa. Usar isso é outra, e é aqui que a maioria para.

Na prática, os arquétipos entram em quatro momentos do processo comercial.

Na prospecção

Antes de ligar ou mandar mensagem, o vendedor já consegue mapear sinais do perfil do prospect, pelo cargo, pelo setor, pela forma como ele se comunica no LinkedIn.

Por exemplo, se você aborda CEO de empresa familiar no interior de Minas, é provável que ele tenha um arquétipo mais voltado para o cuidador. Essa mesma abordagem de vendas não funcionaria para o CEO de uma startup em São Paulo.

A abordagem inicial muda completamente.

Leia mais: O que é prospecção ativa e passiva e quando usar cada uma

No rapport

O rapport ajuda a criar uma conexão imediata, e saber se o cliente na frente é um sábio que quer dados antes de qualquer coisa, ou um amante que precisa sentir conexão antes de abrir o problema real, define o ritmo e o tom dos primeiros minutos da conversa.

No mercado brasileiro, onde a venda relacional ainda domina, esse ajuste fino é o que separa um vendedor mediano de um vendedor que fecha.

Assista também:

Na apresentação

A criação de apresentações de vendas podem ser pensados a partir do arquetipo de seus clientes.

Por exemplo, o Governante quer ver controle e resultado, já o Explorador quer ver possibilidade.

Apresentar o mesmo deck para perfis diferentes sem adaptar a narrativa é desperdiçar o que foi construído no rapport. Por isso é interessante construir essa apresentação pensando no arquétipo de vendas dos seus clientes.

No fechamento

Cada arquétipo trava por um motivo diferente, o inocente trava por insegurança, precisa de garantia, o rebelde trava quando sente que está sendo conduzido, precisa sentir que a decisão é dele.

O gestor que mapeia isso com o time reduz o ciclo de vendas sem precisar pressionar.

Perguntas frequentes sobre arquétipo de vendas

Um cliente pode ter mais de um arquétipo?

Sim. Todo cliente tem um dominante e um ou dois secundários. O dominante é o que controla a tomada de decisão. Os secundários aparecem em momentos específicos da negociação.

O arquétipo do cliente muda ao longo do tempo?

O arquétipo de base é estável. O que muda é o contexto que o ativa. Um Cuidador em período de corte de orçamento vai se comportar mais como Governante porque a pressão por controle aumenta.

Como uso arquétipos sem parecer que estou manipulando o cliente?

Arquétipo não é manipulação, é leitura. A diferença está na intenção: manipulação usa o perfil do cliente contra ele, adaptação usa o perfil para comunicar melhor o que você já acredita que resolve o problema dele.

Dá para identificar o arquétipo só por e-mail ou mensagem?

Dá, com menos precisão. Alguns sinais que aparecem no texto:

O Sábio escreve mensagens longas, estruturadas, com perguntas específicas. O Governante é direto e objetivo, vai direto ao ponto sem contexto. O Amante manda áudio ou começa com "tudo bem?" antes de entrar no assunto. O Rebelde questiona o processo antes de aceitar uma reunião.

Esses padrões não confirmam o arquétipo, mas afinam a hipótese antes do primeiro contato.

Como treinar o time a usar arquétipos sem virar teoria?

Escolha os 3 arquétipos mais frequentes na sua base e treine só eles primeiro. Leve casos reais do funil. Pergunte ao vendedor "qual o arquétipo dominante desse cliente?" antes de revisar a negociação. Com o tempo, a linguagem entra no processo naturalmente.

Arquétipos funcionam igual em vendas B2B e B2C?

Sim. No B2C o arquétipo do comprador domina a decisão. No B2B há múltiplos decisores: o comprador pode ser Amante, o CFO pode ser Governante, o usuário final pode ser Sábio. Em vendas complexas, o trabalho é mapear o arquétipo de cada stakeholder separadamente.

O vendedor também tem um arquétipo. Isso atrapalha?

Só atrapalha quando o vendedor não tem consciência disso. Saber o próprio arquétipo não é exercício de autoconhecimento.

Existe um arquétipo mais fácil de vender?

Não existe mais fácil. Existe mais familiar para cada vendedor.

Moskit_recursos

Como usamos os arquétipos de vendas internamente no Moskit 

Recentemente, a gente passou por um movimento interno de revisão do comportamento de mercado e do nosso consumidor. Algumas abordagens que historicamente funcionavam bem começaram a enroscar, o tempo de decisão aumentou e negociações passaram a travar em pontos que nem sempre eram claros.

Num primeiro momento, a tendência foi ajustar discurso de vendas, proposta e argumentação. Mas, conforme fomos analisando com mais profundidade, ficou evidente que o problema não estava no que estava sendo dito, e sim em como estávamos interpretando o cliente ao longo do processo.

A partir disso, fizemos um remapeamento dos perfis com base em arquétipos e trouxemos essa leitura para dentro da operação comercial como um critério para orientar abordagem, condução de reunião e tomada de decisão.

Esse ajuste começou a impactar diretamente os números. Em negociações onde o arquétipo foi mapeado antes da primeira reunião, o ciclo de vendas diminuiu. A abordagem inicial deixou de seguir um padrão único e passou a considerar o perfil com quem o time está falando.

Ao longo das reuniões, essa adaptação continua na forma como o produto é apresentado. Em vez de um único script de vendas, o tom da apresentação passa a seguir o arquétipo do cliente:

  1. para perfis mais analíticos, há maior profundidade em dados, metodologia e lógica de funcionamento;
  2. para perfis mais relacionais, a ênfase está na aplicabilidade, no contexto e na construção conjunta da solução;
  3. para perfis mais orientados a resultado, a condução prioriza impacto, previsibilidade e tomada de decisão.

Esse mesmo princípio de leitura de perfil, que começa na venda, continua ao longo de toda a jornada do cliente.

No onboarding, a experiência passou a ser ajustada não só pela complexidade da operação, mas também pelo comportamento do cliente:

  1. processos mais estruturados, com etapas claras e acompanhamento próximo, para quem precisa de segurança e previsibilidade;
  2. maior autonomia e flexibilidade, para perfis que operam melhor com menos intervenção e mais liberdade de execução.

A implantação é um ponto de destaque na nossa operação. Uma pesquisa feita com a nossa base de clientes em parceria com a Litz, mostrou que, em média 87% dos nossos clientes dizem que a nossa implantação é eficaz para sua operação.

Esse cuidado aparece, inclusive, nos relatos dos próprios clientes:

"A melhor parte do processo foi a atenção dada na implantação, atendendo as demandas da empresa e dando ideias de processos relevantes."
— Breno, da LIBBER Campers

Internamente, isso também trouxe mais segurança para o time.

A leitura das negociações deixou de ser baseada apenas em percepção individual e passou a ter um referencial comum, o que facilita tanto a análise quanto o ajuste de rota. Em vez de tratar uma negociação como “difícil”, o time consegue identificar com mais precisão o que está gerando resistência, e agir de forma mais direcionada.

A estrutura de equipes é o pontapé inicial

Um ponto que o gestor precisa ter em mente: arquétipo não é personagem.

O risco real de aplicar essa metodologia sem preparo é o vendedor forçar um comportamento que não é natural para ele, e o cliente perceber. No Brasil, onde a leitura de autenticidade é altíssima, um vendedor que parece estar "no papel" perde a confiança antes de perder o negócio.

Por isso, o trabalho começa antes: estruturar o time, mapear os perfis de cada vendedor e criar um referencial comum antes de levar a metodologia para o funil.

Para isso, é necessário estruturar um playbook de vendas.

O próximo passo é estruturar como o time vai aplicar isso no funil. Baixe o modelo gratuito de playbook de vendas do Moskit e comece com o que já funciona. 

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