A última mensagem deste ano

A última mensagem deste ano

Nós realizamos muitas conquistas este ano. Eu como profissional, nós aqui como Moskit e, certamente, você leitor na empresa que ajuda a construir todos os dias.

Todo ano começa com uma meta maior e que acaba sendo diluída ao longo dos 12 meses seguintes. Uma boa meta deve ser ousada, instigar o esforço, mas deve ser alcançável e realista.

Como indicador, metas movem times e corporações no mundo inteiro.

É a informação que deve ser observada como norte estratégico da empresa. Os esforços devem ser direcionados para tornar essas projeções reais.

Hoje, faltando 5 dias para o natal e 11 dias para começar um ano completamente novo, você já está em outro momento. Já olha para os números enxergando a realidade e entendendo se tudo o que foi feito realmente deu certo.

Mas indicadores só contam metade da história, contam uma narrativa superficial sobre tudo o que uma empresa vive no seu dia a dia. Se os números foram positivos, sorrimos e nos orgulhamos. Se foram ruins, remoemos estratégias e ressentimos os resultados.

Mas tudo isso são apenas narrativas que acabam escondendo o que acontece de verdade no cotidiano de uma operação.

É claro que, objetivamente, as métricas movem as decisões de uma empresa, mas às vezes, só às vezes, precisamos adotar uma outra narrativa para nossa vida profissional.

Aqueles números no dashboard não contam quantos “muito obrigado” oferecemos. Quantas ajudas recebemos e quantos “se precisar de algo, conte comigo” falamos e ouvimos.

Os gráficos em forma de linha não dizem para nós quantas vezes ficamos até tarde tentando solucionar um problema, terminando um trabalho que era crucial para o dia seguinte. Não contam, inclusive, quantas vezes respiramos fundo para não perder a cabeça, para manter a calma e seguir adiante da melhor forma possível.

Nem todas as vendas do mundo conseguem contar para nós quantas piadas espontâneas e que resultaram em explosões de risadas foram contadas, eliminando a pressão e o estresse do ambiente como num passe de mágica.

Às vezes acho que poderíamos adotar algum tipo diferente de métrica para resultados pouco tangíveis, indicadores que nos ajudem a entender que além de todos os resultados, existe uma dinâmica de parceria e colaboração que acontece todos os dias.

Poderíamos medir quantas vezes o rapaz do sucesso rolou no chão durante um happy hour, quantas vezes rimos por dia ou mortes em partidas de counter strike aconteceram. Quantos “toca aqui” legítimos de comemoração por uma venda nova, ou “você está cansado, deixa eu te dar uma força com isso” aconteceram ao longo dos últimos 354 dias.

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É claro que este é apenas um exercício teórico, mas seriam métricas que nos deixariam conscientes de que somos humanos em empresas construídas por outros seres humanos, e que muitas vezes passamos mais tempo num escritório entre nós do que com nossas próprias famílias.

Seria um lembrete de todas as pequenas dinâmicas que os grandes números acabam não mostrando para nós, mas que para quem vive isso todos os dias, faz toda diferença.

O ano está acabando e independente dos resultados, bons ou ruins, este agora é um assunto para janeiro. Tente aproveitar os dias de festa e relembrar o que é mais importante dentro da empresa, as relações entre as pessoas que fazem tudo acontecer, as amizades e toda essa união.

Quando o ano chegar teremos novas metas, novos desafios e motivos para gritar uns com os outros, perder a paciência e nos estressar. A gente sabe que isso acontece.

Mas agora, o estresse é secundário, o que importa agora é apenas tudo o que fizemos de bom para os outros.