Encontrando a razão pela qual você faz o que faz

Encontrando a razão pela qual você faz o que faz

O que o Walter White e o Jesse Pinkman fazem na imagem deste post?

Não vou dar spoiler. Bem, quem conhece os personagens sabe que o que fazem é resultado de como encaram a suas realidades de propósito. Cada um na sua razão, bem ou mal, são personagens que escolheram dar um sentido diferente para suas vidas.

É por isso que acho que precisamos conversar sobre a relação entre a vida pessoal e o trabalho, não só debater sobre esta questão, mas como isso tem feito mais sentido tanto para as pessoas como para as empresas.

Todo trabalho tem uma razão. Este assunto não é só modinha como muitos imaginavam. Ainda está valendo muito aquela máxima que diz: É preciso unir propósito de vida com um ambiente de trabalho que te faça sentido?

Meu editor não sabia que eu ia escrever sobre isso. Este texto nasceu da minha satisfação de fazer parte do Sales Expert e como eu me sinto motivado a participar deste projeto. Quero te contar como eu consegui equilibrar minha vida pessoal do meu trabalho e como enxergo valor nisso.

Primeiro, nem tudo são rosas…

Antes de mais nada, preciso de te contar que nem sempre foi assim. Trabalhei em muitos modelos de empresa. Algumas delas tinham culturas bem pesadas para a maioria dos seus funcionários e outras tinham problemas de gestão que acabavam com o clima.

Meu primeiro emprego foi como operador de telemarketing. Ali, sentia que a gente era apenas um número, ninguém sabia o nosso nome direito, mudávamos de gestor todo mês, ninguém estava realmente preocupado com a imagem da empresa, a gente só queria a grana no fim do mês e pronto. Odiava aquele trabalho, mas precisava dele.

Mais velho, depois de ter entrado na graduação, tive a oportunidade de trabalhar na empresa dos meus sonhos, fazendo o que mais amava que era jornalismo e considerava o lugar mais alto que eu poderia chegar na minha vida naquele momento. Mas não foi o suficiente.

O fato é que a empresa era realmente cheia de gente com o espírito de ensino, tinha a cultura de incentivar e crescer, mas o sistema como um todo totalmente fechado às inovações, cultivava-se uma mentalidade provinciana e ignorava um enorme potência à frente. A empresa tinha um ambiente maravilhoso, mas não dava para permanecer alí. Ambas eram reflexos diretos dos seus gestores e suas mentalidades.

Diante desse cenário, acabava buscando oportunidades em locais que eu pudesse sentir-me útil, que gerasse renda suficiente, que valoriza-se me quanto profissional e que fosse um ambiente de colaboração mútuo. Nem sempre consegui equilibrar tudo, mas era o caminho que eu tentava seguir.

Eu queria trabalhar com gente que tivesse com a cabeça no futuro, que pudesse me proporcionar a sensação de que meus afazeres e projeto de vida tivessem tudo a ver com o modelo de negócio que a empresa tinha. Queria sentir que meus objetivos e as metas do lugar que escolhesse trabalhar fossem comuns. Demorei, mas encontrei.

Um pouco do lado de cá

O primeiro desafio que encontrei nesta jornada foi de tentar entender que precisava realmente ser bom no que fazia.

Se eu quisesse realmente estar trabalhando com gente que tivesse um pé no futuro, que olhasse para uma gestão de pessoas mais humanizada, que potencializa-se minhas capacidades técnicas e criativas, eu precisava também andar nesse ritmo.

Descobri que não precisava ser o melhor em tudo, mas precisava ser formado, treinado e preparado para estar ao lado de gente boa e ser um profissional diferente do convencional. Foi o que fiz.

Aceitei um trabalho como estagiário apenas para estar ao lado de gente do meu setor que era experiente e tinham muito o que ensinar. Eu precisava adquirir um perfil profissional adequado e alí, seria formado para isso.

Neste caminho, adquiri competências e habilidades que me distinguiram dos demais profissionais de redação. Estudei muito sobre o que queria ser. Sabia que só assim eu poderia realmente desenvolver minhas escolhas futuras.

Não menospreze o caminho

Aprendi que toda e qualquer experiência em nossas vidas são úteis. Lembra da história de ser operador de telemarketing?

Na época, eu não entendia, mas hoje, se consigo resolver rápido problemas, se consigo lidar com pessoas, se sei intermediar relações, criar argumentações para meus textos, é justamente porque tive essa experiência passada que me formou um profissional amplo. Eu aprendi de tudo um pouco sem medo e preconceito.

Decidi que, se dependesse de mim, do lado de cá, eu estaria disposto a aprender sobre tudo que pudesse, para assim, dizer com tranquilidade a qualquer um que podia deixar na minha mão que eu ia encontrar uma forma de fazer acontecer. Nem sempre deu certo, é verdade, mas acabou resultando em experiências que pude orgulhar de pôr no currículo.

E o lado de lá, o que esperava?

Eu sempre tive um perfil de uma pessoa e um profissional mais criativo, com facilidade de exercer a observação, que precisa sempre estar em contato com ideias, pessoas e lugares diferentes. Não faz sentido eu trabalhar em um escritório de contabilidade. Entende?

Não existe padrão correto ou errado de empresas e pessoas. A questão é alinhamento de perfis. Você precisa considerar que para trabalhar em determinadas áreas é necessário que exista uma sincronia.

Isso não quer dizer que ser tímido não fará você tentar ser uma pessoa mais desinibida, que se for mais do tipo calado perderá uma venda para um cara mais falante sempre, que se não tem facilidade em ser um bom negociador não posso aprender a ter esta habilidade. A questão é que as empresas também precisam de um perfil adequado que seja um ponto de partida para resultados.

Você precisa estar diante de um trabalho que seja capaz de realizar, que possa atender uma expectativa de gestão, que lhe dê tarefas que seja capaz de assumir e realizar com competência.

Para trabalhar com um mercado que seja capaz de unir seus propósitos pessoais com as expectativas profissionais de uma empresa, você precisará desenvolver mais determinadas habilidades do que outras. Este tem que ser seu aprendizado.

Empresas vivem de resultados reais e você precisa estar disposto a fazê-los alcançar. Gestores contam com pessoas que sejam suficientemente responsáveis, rentáveis e maduras. Paixão é importante, mas não é tudo. O que importa são também os resultados.

E o que isso tudo tem a ver com vendas?

Bom, a moral da história é que não importa se você faz aquele tipo mais comunicador e consegue transmitir ideias, se você tem facilidade de relacionar-se, você não deve ignorar uma curva de aprendizado que precisa estar disposto sempre a submeter-se. Você tem que aprender sempre.

Você não sabe tudo sobre seu mercado, você não pode ignorar os avanços, você não consegue resultados sozinhos, você não é capaz de ignorar que o mundo exige determinadas mudanças, você não é a última bolacha do pacote, meu amigo.

Mesmo que você tenha uma capacidade sem igual de organizar-se e executar seus planos, só será um bom vendedor quanto for capaz de alinhar a expectativa do cliente, dos seus gestores e a suas próprias. Este tem que ser o alvo do seu trabalho.

Encontrar um bom emprego exige um pouco de vontade, de ousadia e de exposição aos riscos. Não é só meritocracia, nem somente sorte. Não existe um perfil de trabalho totalmente adequado em vendas. O vendedor é aquele cara que tem que estar disposto. Vender é resolver problemas.

No entanto, a única forma de poder encontrar um ponto comum entre a sua vida e seu emprego é ser capaz de realizar o que sabe fazer bem, mesmo que ainda não seja o melhor. Seja muito bom no que se propõe a fazer que sua chance de ter um bom trabalho é muito maior.