Como não ser um vendedor chato e criar empatia real com o cliente

Como não ser um vendedor chato e criar empatia real com o cliente

Não tem mais espaço para aquele tipo de vendedor que quer simplesmente empurrar produtos e serviços para todo lado atrás de novos clientes. Este modelo não tem mais lugar nas vendas.

Você precisa saber que não há como gerar vendas hoje em dia se não houver uma conexão mínima com o cliente. Na realidade, sempre foi assim, mas os novos consumidores querem mais que um novo produto, eles querem um consultor para confiar.

Se você ainda utiliza-se de métodos antigos para aproximar-se do cliente sem envolver-se com o que ele considera importante, sem conhecer os valores que ele prioriza, sem ter em mente planos para desenvolver uns relacionamentos,** ele certamente vai te enxergar como um sujeito de intenções suspeitas.**

Vejo o vendedor moderno simplesmente como um pescador que gasta suas energias em tentar fisgar peixes certos com iscas apropriadas. Você não pode mais se comportar como aquele caçador voraz que atira para todo lado atrás de atingir o maior número possível de presas. A venda, mais do que nunca hoje, é extremamente cuidadosa.

O fim do vendedor antigo

Quem já está na estrada há muito tempo sabe que existem muitos vendedores que foram treinados e ensinados a realizar abordagens que, na verdade, foram projetadas para vender mais contando com a ignorância de seus clientes. Isso acabou.

Utilizar-se apenas de técnicas e táticas de vendas baseadas na pressão, podem funcionar para determinados tipos de vendas, mas antes de mais nada, é preciso priorizar o relacionamento. Além disso, fazer vendas no constrangimento, na coerção ou na influência agressiva não funciona diante das leis que permitem os consumidores rescindir um contrato, devolver produtos no caso de arrependimento ou desistir de compras com prazos longos.

Estamos na era do consumidor na linha de frente. Estamos testemunhando uma nova geração de compradores. Você deveria simplesmente adotar a estratégia de tornar-se um colega com o mesmo objetivo que seu cliente. Seja alguém que tem insight se conselhos que valham mais que dinheiro para seu cliente. Você precisa  ser consultivo e orientado para o outro.

Você não está sozinho nesta competição

Aliás, vender com exclusividade já não existe mais. Mesmo que seu produto tenha insights diferenciais, o novo cliente parece ter exigências bem mais complexas e filtros de compras cada vez mais personalizáveis. Hoje, há muita competitividade devida a paridade de informações que é fruto da velocidade da Internet.

O exclusivo ainda tem seu público,óbvio. Mas, também ninguém impede a concorrência de estudar seus produtos e desenvolver algo similar que atendem as demandas da clientela.** A briga do vendedor agora é por atenção, aproximação e identificação.**

Hoje em dia, o cliente tem autonomia no poder do relacionamento. Municiados pela internet, qualquer comprador pode comparar preços, discutir coisas técnicas, colocar em cheque vendedores de maneira bem mais preparada. O processo de compra já migrou para as mãos dos consumidores extremamente informados.

Por causa disso, o papel dos vendedores não é mais aquele fechar pedidos, mas orientar, propor e ajudar seus clientes a tomar decisões diante de dilemas mais comuns.

** Você tem que conhecer seu cliente**

Imagine guardar um monte de dados sobre clientes de cabeça?  Impossível. Não é viável sempre lembrar que determinado cliente não gosta de ser chamado de “senhor”, ou aquele que faz questão que você saiba detalhes da sua equipe interna ou o outro que não gosta de repetir tudo que foi negociado mil vezes. Sua cabeça tem limites.

Com o excesso de dados e informações que temos que lidar hoje, vendedores devem transferir seus esforços para ferramentas úteis, ganhar agilidade e customização nos seus atendimentos. O principal desafio em vender hoje não é só aprender a lidar com novos modos de clientes, mas aprender a inovar-se na maneira de atender seus clientes com um cuidado particular.

Adotar uma ferramenta é aprender a priorizar clientes conforme eles merecem. Pelo menos é assim que seu cliente percebe depois de um atendimento voltado às suas particularidades. Não adianta ter uma visão de negócios clara ou um conhecimento de mercado como ninguém, para gerar resultados, você precisa do auxílio da tecnologia para **controlar o processo, agendar compromissos, consultar perfis de clientes e entregar números capazes de um diagnóstico real da gestão comercial. Seu cliente agradece. Não só isso, ele vê valor e paga mais por isso.
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Gere afinidade e aproximação de maneira inteligente

Você precisa ter em mãos a jornada comercial do seu cliente para ajudá-lo a lidar com seus conflitos e a encontrar suas prioridades.Adotar um CRM, por exemplo, pode te ajudar a ter um olhar mais clínico e te torna um consultor mais preparado para reconhecer o ambiente que está pisando.

Um bom modo de tornar-se um vendedor mais empático é tendo a consciência clara de que precisa abandonar este modelo antigo de vendas, e não só o modo de fazer contatos, mas o jeito que os gerencia, que os organiza e até a forma com que está acostumado a gerar interesse.

O mundo das vendas para quem não tem uma ferramenta é acostumar-se a estar sempre atrás dos concorrentes brigando em uma luta indigna por atenção, por espaço no mercado e principalmente por clientes fidelizados.