O papel do gestor quando a motivação da equipe começa a diminuir

O papel do gestor quando a motivação da equipe começa a diminuir

Cuidar de equipe nada mais é do que aprender a lidar com pessoas. Uma das funções mais complexas de um gestor é ser capaz de inspirá-las a fazerem seu melhor trabalho ao mesmo tempo em que sintam-se motivadas para tal.

Ser um líder de verdade está além de ser uma espécie de super-herói imbatível ou de um manipulador de realidade motivacional. É preciso trabalhar duro para se tornar um grande gestor que inspira sua equipe.

Por trás de uma grande administração está sim a capacidade de motivar, mas não só estimular equipes a agir, mas também a ser mais produtiva possível. A capacidade de ser um grande motivador vem sendo construída dia após dia conforme você se envolve e conhece sua equipe.

Alguns hábitos de líderes podem ser úteis para despertar em seus liderados o incentivo correto para determinadas atitudes.

Cuide do ambiente físico, mas do clima também

A nova cultura empresarial transformou o ambiente de trabalho em um local menos visualmente tóxico, mas não necessariamente implantou uma cultura mais saudável e menos agressiva.

É claro que trabalhar em um ambiente mais descontraído soma para uma percepção de realidade mais tranquila, mas alguns pufes na recepção, happy hour semanal durante reuniões e uma sala de jogos equipada não é o suficiente para manter um ambiente mais mentalmente saudável.

Ter um escritório estimulante é um passo primordial para melhorar o clima, mas para que as pessoas sintam bem, é preciso mais do que tornar um escritório um lugar mais agradável para se estar.

É necessário criar culturas de recompensas, incentivar a colaboração mútua, romper as pequenas barreiras burocráticas e hierárquicas que travam processos e comunicações e principalmente estimular práticas coletivas de empatia. O melhor lugar para se trabalhar não é apenas o melhor lugar para estar, mas é o melhor lugar para se conviver.

Quando voce para de dar oportunidades, o autodesenvolvimento morre

A maioria das desmotivações que envolvem funcionários giram em torno da realidade de que muitos não conseguem mais enxergar novos rumos dentro de uma empresa e então percebem que não conseguem mais crescer.

Eles identificam que há uma constante falta de oportunidade para crescimento, e por consequência, uma sensação de baixo auto desenvolvimento. Isso sim desmotiva pessoas.

Os membros de uma equipe serão mais valiosos para uma empresa, quando eles têm a sensação de oportunidades futuras de aprender novas habilidades. Por isso, manter a cultura de fornecer capacitações e treinamento como uma maneira de promover o avanço de conhecimento e também de aproximar-se das últimas tendências de tecnologias e novidades do setor é uma das percepções de valor que seus funcionários podem enxergar como um diferencial.

Pode competir sim, mas tem que colaborar o dobro

O ser humano é naturalmente competitivo e gosta de gamificar as suas relações. Criar dinâmicas internas, campanhas de recompensa, e reconhecimentos realmente valorosos pode ser um ótimo caminho de motivar determinadas pessoas, mas tudo isso precisa ser honesto e saudável.

Quando os funcionários não sentem que sua contribuição ou colaboração é apreciada, eles tendem a desvalorizar mais ainda políticas de cooperação e coparticipação.

Por quê alguém vai esforçar-se para contribuir se este movimento raramente é identificado como algo bom?
Qual é a necessidade de ajudar um companheiro se tudo que nos ensinam é a competir a todo custo com ele?

Quando você cria culturas de equipes que possam incentivar membros a desenvolver liderança, a gerar um ambiente de iniciativa para participar plenamente de processos, e os convida não só para pensar, mas a fazer transformações, ele tende a ter uma resposta mais positiva as necessidades gerais de uma empresa.
Pode competir sim, desde que seja de maneira colaborativa

Dinheiro não é tudo, mas é fundamental

A geração que olhava apenas para salário e benefícios atrativos realmente modificou sua percepção do trabalho.

Aos poucos, os novos profissionais começaram a olhar para a jornada de trabalho como uma extensão dos seus sonhos e para além do holerite, por isso, as empresas que ganham mais espaço não são as que oferecem maiores salários, mas as que possuem oportunidade de desenvolvimento profissional, oportunidades de crescimento na carreira a cultura de desafios constantes.

No entanto, a percepção do funcionário sobre esta realidade passa pela dimensão financeira. Neste sentido, definir salários que sejam consistentes com o que outras empresas do setor praticam, e com a real percepção de valorização evitam com que funcionários deixem seus empregos atuais por aumento no pagamento em outra companhia.

Não perca grandes pessoas porque você está pagando “o mínimo suficiente” para mantê-la na sua equipe. Demonstre reconhecimento pelos resultados que alcançaram juntos.

Incentive a felicidade como métrica

Falar de felicidade no trabalho ainda é um tabu. Embora haja muita discussão sobre como os funcionários percebem a felicidade no trabalho, membro de equipes felizes se tornam entusiastas e positivos.

É preciso pensar no bem-estar psicológico, na saúde física, na qualidade da gestão do tempo, na intensidade da vida comunitária interna, nos índices culturais e educacionais, nos valores externos, na governança salubre e nas competências pessoais externas.

Estar satisfeito com o trabalho significa estar bem consigo também. Não trate seu funcionário apenas como uma peça no tabuleiro, mas aprenda a entender e prática a empatia diante de situações que ameacem a felicidade dele.

Coloque maneiras e métodos de monitorar sua percepção acerca da felicidade. Faça disso um compromisso mais que profissional, mas pessoal de criar uma realidade de maior entendimento sobre felicidade.

Não castigue o fracasso, ajude a contornar

Para toda ação, há consequências. Esta é uma lei intransferível da vida. No entanto, é possível tornar-se compreensível ao entender que todos nós cometemos erros. Antes de cobrar algo de alguém tenha toda certeza de que ela esta ciente do que ela vai ser cobrada, quais são as responsabilidades e as consequências das suas possíveis falhas.

A pior coisa de uma gestão é olhar para o funcionário com aquela cara como quem diz: “Problema é seu para resolver isso agora!”. Fazer gestão é responsabilizar-se conjuntamente pelo sucesso e também pelo fracasso de uma equipe. Portanto, a chave para uma posição forte e segura de líder é ser capaz de aprender lições valiosas com esses erros.

Não só para que não sejam novamente cometidos, mas para que sua equipe tenha a maturidade de serem honestos e sintam-se livres para tentar novamente. Não castigue erros, mas ajude a elaborar um plano de contingência que seja minimamente importante para situações complicadas.

Tenha clareza absoluta nas metas

Em muitas situações de trabalho, funcionários perdem tempo e energia porque não têm clareza sobre qual era o trabalho prioritário e qual não era.

Liderar é abrir rumos para aqueles que o acompanham. Definir metas não quer dizer que precisa ser uma coisa feita de uma pessoa para várias. As metas mais alcançáveis, rentáveis e claras podem vir justamente de uma multidão de percepções.

O que é mais fundamental quando falamos de metas é certificar-se que todos saibam exatamente quais são as suas tarefas, passos, recorrências e principalmente os objetivos. Para isso, você precisa de um sistema de gestão de clientes. Não adianta ignorar isso.

Diga o óbvio, mas não deixe de ter uma comunicação transparente sobre qual é sua prioridade de objetivo e o papel de cada um da equipe para que consigam alcançá-lo. Prefira sempre lidar com pessoas de maneira pessoal, honesta e objetiva.

Uma das formas mais fáceis de ter tudo na ponta da lingua na hora de fazer uma gestão competente é usar recursos que estão além da sua capacidade humana. Você precisa de ajuda para ser um gestor melhor, experimente fazer diferente!